Posts Tagged ‘medo’

Animais X Fogos – o que fazer?

Wednesday, June 16th, 2010

cãoA copa já começou e ontem foi o jogo da seleção do Brasil. Como sempre é costume dos torcedores tocarem cornetas e soltarem fogos de artifício. O problema é que os animais têm medo do barulho excessivo.

E o que fazer para driblar o medo dos animais?

1- se o animal se esconder embaixo da cama ou de algum outro móvel deixe-o lá;

2- não faça carinho ou pegue no colo o animal após ele tremer de medo. Isso fará com que ele continue a ter medo de barulho (reforça o comportamento indesejado);

3- tente distrai-lo com brincadeiras que ele goste e sempre que ele brincar e esquecer do medo pode ser dado um petisco;

4- podem ser administrados calmantes naturais (como os que são a base de maracuja, entre outros);

5- medicamentos mais fortes só podem ser administrados com prescrição médica.

Tomando esses cuidados bom jogo!

Vet Therapy – Cynara Campanati

  • Share/Bookmark

Seu cão tem medo de sair na rua?

Monday, April 5th, 2010

O medo é uma resposta emocional que geralmente permite aos animais evitar perigos ou situações danosas. Já que as respostas de medo são parte de um comportamento normal e às vezes podem ser uma reação adaptativa, saber quando, onde e qual a intensidade da resposta ajuda a determinar se ela é anormal ou inapropriada.

A intensidade da resposta em relação à proximidade percebida ou real do estímulo pode ajudar a definir se a reação individual é normal ou anormal. As respostas temerosas podem variar com as situações e dentro de uma certa situação.

A maioria das reações temerosas desenvolve-se lentamente à medida que o tempo passa, mas pode ocorrer como resultado de uma experiência intensa ao extremo. Devido ao fato de que a maioria das respostas de medo é aprendida, uma exposição gradual e controlada tende a ajudar os animais a aprenderem novas associações.

O medo de ambientes externos costuma ser associado a barulhos (como trovões, foguetes, buzinas…), embora possa ocorrer com relação a locais, pessoas ou outros animais.

Se o animal responde ou não a dados estímulos com uma resposta de medo pode se dever a influências genéticas, experiências anteriores, socialização e respostas previamente aprendidas.

Pode se apresentar como falta de vontade de ir à rua e ser específica para certas situações, locais, portas ou período do dia. O animal demonstra sinais evidentes de medo quando é encorajado a sair de casa ou quando está fora de casa.

Alguns ou todos os seguintes sinais podem estar presentes: comportamento de fuga, de esconder-se, agressão, lamber os lábios, bocejos, tremores, ofegar, agachar-se, ficar estático.

Identifique o estímulo específico que provoca o comportamento temeroso: barulho da rua, pessoas, animais… O objetivo primário deve ser ensinar o animal a relaxar e ficar calmo sob um comando verbal. Toda a ação que provoca ansiedade deve ser evitada. Uma vez que o cão está calmo e relaxado, ele pode ser exposto a ambientes externos por curtos períodos até ele começar a se sentir a vontade em sair de casa. Vá aumentando o tempo a medida que o cão vai se acostumando com o passeio.

Vet Therapy

  • Share/Bookmark

Fobia de barulho

Tuesday, March 23rd, 2010

A fobia de barulho é um medo profundo, persistente e excessivo de barulhos. Uma resposta fóbica pode variar desde um estado catatônico até um estado maníaco. A característica predominante é que a reação é excessiva ao extremo e considerada anormal ao contexto.

Alterações fisiológicas como hipervigilância, comportamentos evitativos, possível agressão, taquicardia, salivação, diarréia, vômito, aumento da atividade motora, tremores, perda de peso com o passar do tempo, pupilas dilatadas, perda excessiva de pelos… podem acontecer.

Pode acometer cães e gatos de qualquer idade, sexo ou raça.

Um tratamento comportamental de desensibilização deve ser feito para que o animal se acostume aos sons, principalmente aqueles que ele mais tem medo.

Vet Therapy

  • Share/Bookmark

Problemas de ansiedade em animais

Wednesday, March 3rd, 2010

Em todos os animais, gritos e vozes altas podem aumentar os níveis de excitação e/ou agravar a ansiedade.

Ansiedade de separação é uma resposta de mal estar que animais podem experimentar quando separados da pessoa a que são mais apegados.

É também, a antecipação de futuros perigos, de fontes desconhecidas ou imaginárias, que resulta em reações fisiológicas associadas a medo.

Vet Therapy

  • Share/Bookmark

Como tratar o medo dos felinos – Parte II

Monday, December 21st, 2009

As técnicas de modificação comportamental em felinos incluem:

1- Dessensibilização sistemática: redução da resposta a estímulo nocivo por meio de relaxamento, em vez da introdução de um segundo estímulo não condicionado.

2- Contracondicionamento: processo pelo qual a resposta comportamental é alterada por meio de associação de estímulo anteriormente condicionado com um novo não condicionado para produzir resposta que seja comportamental e fisiologicamente incompatível com o comportamento indesejável.

3- Habituação: forma de aprendizado não associativa pela qual se reduz resposta comportamental por meio de exposição repetida ao estímulo.

4- Inundação: exposição a estímulo nocivo sem oportunidade de fugir. Não é recomendada na medicina felina.

5- Exposição controlada: apresentação de estímulo indutor de medo, em maneira controlada, enquanto se limita as oportunidades de fuga do animal. Ao contrário da inundação, os efeitos aversivos da exposição são limitados pela garantia de que o estímulo está diluído quando é apresentado.

Vet Therapy

  • Share/Bookmark

Como tratar o medo dos felinos – Parte I

Friday, December 18th, 2009

As técnicas de modificação comportamental usadas no tratamento de medos em felinos são as mesmas empregadas  no campo canino, mas a maneira como são aplicadas é modificada, para considerar diferenças entre cães e gatos em termos de comportamento natural e percepção de recompensa.

Um dos  fatores mais importantes no sucesso de qualquer tratamento comportamental de medos felinos é a aplicação correta de reforço e, portanto, torna-se essencial a compreensão do valor relativo dos recursos para gatos.

A seleção de recompensas, com valor suficiente para ignorar a resposta de medo, pode ser difícil, e com alta prioridade para fuga como estratégia de defesa para gatos, pode ser difícil mantê-los nas adjacências do estímulo indutor de medo, enquanto se aplicam técnicas de modificação comportamental.

Quando se lida com gatos que exibem problemas comportamentais relacionados ao medo, torna-se essencial que os proprietários percebam que o animal precisa se sentir no controle da situação. Portanto, é improvável que forçá-lo a confrontar seu medo seja efetivo. No entanto, o fato de que a fuga é altamente motivada significa que, em alguns casos, pode ser necessário bloquear sua rota, enquanto se empreende a dessenbilização e o contracondicionamento.

Vet Therapy

  • Share/Bookmark

O medo nos felinos

Thursday, December 3rd, 2009

Alguns gatos medrosos podem ficar mais dependentes do proprietário, à medida que outros podem não ter confiança em lidar com os membros da família. Em casos extremos, esses animais podem continuar a formar ligações anormais com seus proprietários e exibir comportamentos relacionados a separação.

Os estímulos indutores de medo mais comumente documentados em gatos incluem outros animais, estranhos, ruídos e experiências incomuns como viagens ou visitas à clínica veterinária.

Gatos que estão reagindo de maneira  medrosa a estímulos que não são indutores inatos de medo podem fazê-lo por várias razões. Uma das mais comuns é a falta de socialização e habituação apropriadas.

O  período fundamental de desenvolvimento do comportamento é chamado de período de socialização e em filhotes dura de 2 a 7 semanas de idade.

Outro fator importante na determinação da personalidade é a genética.

A idade avançada pode ser um fator no início de um comportamento medroso e a perda de competência social.

Vet Therapy

  • Share/Bookmark