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Faça alguma coisa! Denuncie!

Thursday, October 13th, 2011

maus_tratos_animaisVi esse documento na WSPA e achei importante compartilhar. Precisamos acabar com os maus tratos contra os animais. Veja como fazer uma denúncia:

Documento sobre denúncia de maus-tratos ou crueldade contra animais.

Quando o assunto é denúncia de maus-tratos ou crueldade contra animais, o Brasil possui legislação

pertinente e autoridades competentes que são responsáveis pela manutenção da lei e punição de crimes.

Caso você presencie maus-tratos a animais de quaisquer espécies, sejam domésticos, domesticados,

silvestres ou exóticos – como abandono, envenenamento, presos constantemente em correntes ou cordas muito curtas, manutenção em lugar anti-higiênico, mutilação, presos em espaço incompatível ao porte do animal ou em local sem iluminação e ventilação, utilização em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo e animais debilitados (tração), rinhas, etc. – vá à delegacia de polícia mais próxima para lavrar o Boletim de Ocorrência (BO), ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes

Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

É possível denunciar também ao órgão público competente de seu município, para o setor que responde aos

trabalhos de vigilância sanitária, zoonoses ou meio ambiente. Lembrando que cada município tem legislação

diferente, portanto caso esta não contemple o tema maus tratos pode utilizar a Lei Estadual ou ainda recorrer

a Lei Federal.

 

 

Lei de Crimes Ambientais

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”:

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Constituição Federal Brasileira

 

stituiConsConstituição Federal BrasileiraConstituição Federal BrasileiraArt. 23. È competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

VII – preservar as florestas, a fauma e a flora;

Art. 225. Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1.º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:

VII – proteger o Meio Ambiente adotando iniciativas como: proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou 

 

submetam os animais à crueldade.”

A denúncia pode ser feita nas delegacias comuns ou nas especializadas em meio-ambiente. Também podese denunciar diretamente no Ministério Público ou no Ibama.

Como proceder nas delegacias

- Cumpre à autoridade policial receber a denúncia e fazer o boletim de ocorrência. O policial que se negar a agir estará cometendo crime de prevaricação (retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal – art. 319 do Código Penal). Caso isso aconteça, há como queixar-se ao Ministério Público ou à Corregedoria da Polícia Civil.

- Assim que o escrivão ouvir seu relato sobre o crime, a ele cumpre instaurar inquérito policial ou lavrar Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Negando-se a fazê-lo, sob qualquer pretexto, lembre-o de que pode ser responsabilizado por crime de prevaricação, previsto no Art. 329 do Código Penal Brasileiro para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

- Tente descrever com exatidão os fatos ocorridos, o local e, se possível, o nome e endereço do(s) responsável(s).

- Também procure levar, caso haja possibilidade, alguma evidência, como fotos, vídeos, notícias de jornais, mapas, laudo ou atestado veterinário, nome das testemunhas e endereço das mesmas. Quanto mais detalhada a denúncia, melhor.

Dica: ao ir à delegacia, procure levar por escrito o art.32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal n.º 9.605 de 1998), uma vez que, infelizmente, há policiais que não estão cientes do conteúdo dessa lei.

Saiba que você não será o autor do Processo Judicial que for aberto a pedido do delegado. O Decreto 4645/1934 reza em seu artigo 1º – “Todos os animais existentes no país são tutelados do Estado” . Logo, uma vez concluído o inquérito para apuração do crime, ou elaborado TCO, o Delegado o encaminhará ao juízo para abertura da competente ação penal onde o Autor da ação será o Estado.

 

 

 

Como proceder no Ministério Público

- O Ministério Público é quem tem a autoridade para propor ação contra os que desrespeitam a Lei de Crimes Ambientais. Sendo assim, pode-se fazer a denúncia diretamente no MP, o que agiliza muito o processo.

- Tente descrever com exatidão os fatos ocorridos, o local e, se possível, o nome e endereço do(s) responsável(s).

- Também procure levar, caso haja possibilidade, alguma evidência, como fotos, vídeos, notícias de jornais, mapas, nome de testemunhas e endereço das mesmas. Quanto mais detalhada a denúncia, melhor.

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)

As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 61 8080 (gratuitamente) ou pelo email para

 

 

linhaverde.sede@ibama.gov.br 

 

 

O Ibama as encaminhará para a delegacia mais próxima do local da agressão.

Considerações finais

Note que o autor do processo judicial será o estado e não você. Sendo assim, não tema denunciar. As organizações não-governamentais possuem um papel importante e insubstituível na sociedade. Porém, exerça a sua cidadania. Não se cale frente aos crimes contra os animais e o meio ambiente, e exija das autoridades responsáveis as providências previstas por lei.

Clique no botão curtir desse artigo, parte da renda será destinada a ajudar os animais.

Fonte: www.wspabrasil.org

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Tratamento de câncer em gatos

Saturday, July 16th, 2011

câncer em gatosCâncer é uma doença comum em gatos, tal como em outras espécies domésticas e em seres humanos.

A experiência obtida a partir da medicina humana tem resultado no desenvolvimento de tratamentos em animais e muitos medicamentos utilizados foram desenvolvidos para o tratamento de seres humanos, porém alguns utilizados em cães e humanos não são adequados para gatos.

A maior parte dos tumores surge a partir da transformação neoplásica de uma única célula tronco. Inicialmente os tumores crescem rapidamente, mas a velocidade de crescimento diminui à medida que o tamanho aumenta.

A fração de crescimento constitui o fator mais importante que determina a resposta de um tumor à quimioterapia, pois a maioria dos medicamentos é ativa apenas contra células em crescimento e em divisão. O período ideal para tratar um tumor com quimioterapia é no início de seu curso de desenvolvimento, quando a carga tumoral é baixa, o tempo de duplicação é curto e a fração de crescimento é alta. As células em repouso dentro de um tumor também são essenciais, pois formam um reservatório protegido a partir do qual um tumor pode se reformar. Portanto, essas células determinam o resultado definitivo do tratamento.

Inicialmente, os tumores são compostos de um grupo de células razoavelmente homogêneas, mas com divisões celulares sucessivas, ocorrendo mutações genéticas que conferem propriedades fenotípicas diferentes nas células filhas. Logo, a população celular de um tumor torna-se heterogênea com relação às características bioquímicas, morfológicas e de resposta à droga.

Alguns tumores são resistentes à quimioterapia; por exemplo, muitos carcinomas e o melanoma maligno. Tumores grandes e de crescimento lento também são, por causa da fração de crescimento baixa. As células tumorais, da mesma forma podem adquirir resistência por meio de mutação.

O objetivo teórico de qualquer tratamento de câncer é reduzir a população de células tumorais a zero. Pode-se usar regimes de quimioterapia radicais se a intenção for curar o tumor. No entanto, em medicina veterinária, tem que ser alcançado um equilíbrio entre eficácia e toxicidade do tratamento.

A quimioterapia deve ser reservada para tumores malignos que sabidamente respondam aos medicamentos. É indicada contra doenças disseminadas ou sistêmicas, como linfoma, mielona, leucemia. A quimioterapia raramente tem valor como único tratamento de tumores sólidos, como carcinoma, sarcoma, melanoma, nesse caso a cirurgia ou radioterapia seriam a primeira escolha de tratamento.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Os animais também sofrem com o inverno

Saturday, July 9th, 2011

gatoNão só os seres humanos sentem frio e ficam doentes diante das baixas temperaturas, os animais também, sejam cães, gatos, aves, répteis, portanto é necessário tomar certos cuidados para que os bichinhos não adoeçam, alguns podem morrer.

No caso dos cães, se perceber que ele está com o nariz escorrendo, tremendo, tentando se enrolar no rabo possivelmente ele está com gripe. Outro problema é a ingestão de água diminuída que pode  prejudicar os rins. A vacinação é imprescindível, principalmente nas regiões de clima frio e seco, onde aumentam as chances de transmissão de viroses. Atenção para os banhos, a frequência deve ser menor e o pelo deve ser totalmente seco.

No caso de peixes, répteis e aves, deve-se conhecer a fisiologia do animal e o habitat dele para que se possa criar um ambiente em temperatura adequada e os cuidados necessários, pois também adoecem e morrem de frio.

Dicas:

1- Consulte o veterinário e se informe sobre a condições ideais para o animal.

2- Mantenha as vacinas em dia.

3- Mantenha a temperatura agradável.

4- Não abuse dos banhos.

5- Observe atitudes anormais ou sintomas que o animal possa apresentar.

6- Cuide da alimentação e ingestão de água.

7 – Cuidado com aquecedores, cães e gatos adoram o calor gerado, mas pode provocar queimaduras.

8- Roupas e cobertores são excelentes opções. Há também as mantas térmicas.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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A história do gato gigante

Saturday, June 18th, 2011

Maine CoonDiz-se que o Maine Coon surgiu do cruzamento entre gatos selvagens com guaxinins (racoons em inglês). Essa crença lhe deu o nome de CoonCat ou simplesmente Coon. Posteriormente, a denominação da raça incorporou-se a de sua região de origem. 
 
Difundido em meados de 1953 pelo estado do Maine, leste do EUA, na verdade o Maine Coon é resultado do cruzamento de gatos americanos de pêlos curtos com raças de pelos longos. 
 
A raça impressiona pelo tamanho e personalidade afetiva. Pode chegar a pesar 10 Kg e ultrapassar esse peso quando castrados e demorar até 4 anos para atingir a estatura adulta. Possui mais de 60 cores (preto, branco, creme, cinza, marrom e combinações entre elas). 
 
Imponentes e majestosos, apresentam pelagem exuberante, necessita de escovação diária. 
 
Devido ao seu espírito caçador, são mais predispostos a vida ao ar livre. Convive pacificamente com outros gatos, cães ou outros animais, é um excelente companheiro. Apesar de ser grande e forte, não é agressivo. Dificilmente se ouve um ronasdo e o miado é fraco como de um filhote. 
 
O gato mais longo do mundo chama-se Leo, pesa 15,8 Kg e mede do focinho ao rabo 1,219 metros.   

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Origem do gato doméstico

Saturday, May 14th, 2011

angoraOs gatos domésticos de hoje são uma adaptação evolutiva dos gatos selvagens africanos, o que faz com que estes possuam diversas características em comum com os grandes felinos selvagens, como o hábito de caminhar silenciosamente usando suas almofadas plantares, as avançadas técnicas de caça e as presença de unhas retráteis. No entanto, cruzamentos entre diferentes espécimes os tornaram menores e menos agressivos, atendendo assim ao objetivo de se criar um animal de pequeno porte, capaz de caçar roedores e viver nas mesmas habitações que os homens.

O seu mais antigo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período paleoceno, e possuia o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A evolução desse animal deu origem ao Dinictis, animal que já possuia a maior parte das características presentes nos felinos atuais.

A sub-família Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se à partir da África até alcançar as terras onde atualmente está o Egito. Inclusive, foram os egípcios o primeiro povo a adotar os gatos como animais de trabalho e estimação.

Quando as populações deixaram de ser nômades, a vida das pessoas passou a depender substancialmente da agricultura. Foi nesse momento que os gatos vieram a fazer parte do cotidiano do ser humano. Por possuir um forte instinto caçador, esses animais exerciam uma importante função na sociedade: acabar com os ratos que invadiam os silos de cereais e outros lugares onde eram armazenados os alimentos.

Contudo, não tardou para que alguns animais fossem clandestinamente transportados para outros territórios, fazendo com que os gatos acabassem aumentando a sua área de abrangência. Ao chegarem na Pérsia antiga, também passaram a ser venerados. Lá havia a crença de que quando se maltratava um gato preto, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua passagem na Terra. Desse modo, ao prejudicar um gato, o homem estaria atingindo a si mesmo.

Com o passar do tempo os gatos passaram a ser considerados animais finos, ganhando uma boa posição do ponto de vista social. Eram inclusive utilizados como acessórios em eventos sociais pelas damas. Nessa época o gato começou a ser modificado para exposições, começando assim a criação de raças puras, com pedigree. Uma das primeiras raças criadas para essa finalidade foi a Persa, que ficou conhecida após sua introdução no continente europeu, realizada pelo viajante italiano Pietro Della Valle.

A primeira grande exposição de gatos aconteceu em 1871, em Londres. A partir desse momento, o interesse em se expor gatos desenvolvidos dentro de certos padrões propagou-se por toda a Europa.

Atualmente, os gatos são um dos mascotes mais populares em todo o mundo, servindo ao homem como um bom animal de companhia e ainda continuam sendo utilizados por agricultores e navegadores de diversos países, como um meio barato de se controlar a população de determinados roedores. Devido ao fato da sua domesticação ser relativamente recente, quando necessário, eles podem facilmente converter-se à vida selvagem, passando a viver em ambientes silvestres, onde formam pequenas colônias e caçam em conjunto.

Fonte: Wikipédia

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Vida de filhote

Sunday, March 20th, 2011

filhoteA chegada do filhote é sempre aguarda com muita expectativa, pois um novo membro da família dividirá a rotina do dia a dia.

Para que essa convivência funcione, alguns cuidados básicos são essenciais e devem começar já nos primeiros dias.

Em primeiro lugar deve-se saber que os filhotes são cheios de energia. Eles descobrem o mundo através do olfato. São curiosos e precisam aproveitar esta fase para explorar o ambiente e se divertir. Nesta fase eles são frágeis e vulneráveis o que exige paciência e dedicação.

É natural que o filhote chore nas primeiras noites. Se não quiser que o cão adulto durma na cama, não deixe o filhote dormir. No máximo, coloque-o em uma caminha ao lado da sua. Outra opção é pegar um pano e quando for buscá-lo, esfregue esse pano na mãe do filhote para pegar o cheiro dela. A noite, coloque o pano na cama do filhote, ele se sentirá mais seguro sentindo o cheiro da mãe.

Ensine as normas da casa desde cedo, pois o cão deverá se acostumar à sua rotina .

Ofereça alimento específico. As porções devem ser ingeridas assim que servidas. Não deixe a refeição exposta por mais de 30 minutos, pois ela estraga e se transforma em um meio de proliferação de bactérias. Habitue o animal a comer no momento em que é servido.

O banho deve ser feito com água morna e xampu específico. O animal deve ser totalmente seco, utilize um secador de cabelos. Para evitar a entrada de água nas orelhas, coloque algodão dentro delas.

O filhote deverá fazer suas necessidades em folhas de jornal ou tapete higiênico. Você deverá ensiná-lo a ir no lugar certo. Logo que acordar, o filhote irá urinar, então leve-o ao lugar certo e espere. Quando ele urinar, acaricie-o e demonstre que você gostou. Com as fezes o procedimento é o mesmo. Logo após cada refeição seu filhote irá defecar, por isso leve-o até o local certo e aguarde, quando ele defecar aja da mesma forma, acaricie-o.

Providencie brinquedos para o filhote e não incentive brincadeiras agressivas. Após as vacinações ele estará apto a sair na rua. Utilize coleira para passear com ele. Não o deixe solto na rua para evitar acidentes.

Não deixe ao alcance do filhote objetos pontiagudos que ele possa se ferir ou engolir, retire materiais tóxicos (produtos de limpeza, plantas, etc) de lugares onde ele tenha acesso. Não deixe a porta da rua aberta.

Consulte o veterinário para saber o calendário de vacinas e vermífugos que o filhote precisa.

Se deseja conhecer um pouco mais sobre o filhote, seu comportamento, como ensiná-lo e ter uma boa convivência com ele, visite nossos cursos online.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Os segredos de adestramento do dono – Demo

Tuesday, December 7th, 2010

                                   Os segredos de adestramento do dono

                1. Introdução

 Os animais de estimação têm se tornado, em alguns lugares, mais numerosos que a população humana. Não há dúvidas de que eles são parte da vida familiar.

O mercado pet movimenta milhões todos os anos e só tem crescido. Roupas, medicamentos, produtos para tratamento dos pêlos, shampoos, cremes, esmaltes, acessórios, banhos de ofurô, enfim, a lista é longa.

Só que o bichinho precisa de um pouco mais, não basta ir ao pet shop para tomar banho toda semana, ter suas vacinas em dia, uma ração de qualidade e uma cama quente para dormir.

É necessário ter em mente que os tiramos de seu habitat natural, da estrutura familiar deles e os colocamos em uma nova família, com novos costumes e estrutura.

Frequentemente, esses bichinhos são os “bebês” da casa, sem limites, obrigações e nem trabalho. Crescem semelhantes a “crianças” mimadas e aí os problemas aparecem e os proprietários não estão habilitados a enfrentar a situação, não sabem o porquê da causa.

Às vezes pensamos que somos saudáveis e que nossos companheiros também são, mas a realidade é outra e envolvidos na correria do dia a dia, não nos damos conta do que realmente ocorre, principalmente quanto o problema não está no físico.

Estamos expostos a fatores externos e internos que desequilibram nossa energia e consequentemente ficamos doentes. Nos fatores externos estão, por exemplo, as mudanças climáticas e nos internos, os fatores internos (psicológico, nossos pensamentos…).  

O corpo físico se origina de um campo energético, se sobrevir uma disfunção ou desequilíbrio neste campo, isto irá refletir no físico. Se tratarmos a disfunção ou o desequilíbrio neste campo de energia, iremos curar o corpo físico, logo, para ter uma boa saúde é necessário ter equilíbrio energético. Nossa energia pode ser positiva ou negativa, sendo que muitos problemas ou doenças são atribuídos a problemas genéticos, mas para a medicina moderna quem controla a vida são campos eletromagnéticos gerados pela mente.

A ciência moderna diz que o que acontece interiormente é que vai criar o que ocorre fora.

Você sabe qual a causa dos problemas comportamentais?

Não? A causa pode ser você, sua família. Sem querer acusar ou julgar ninguém, pelo contrário, sendo o objetivo mostrar de que forma você pode estar influenciando negativamente seu animal e de mostrar, também, como você pode reverter essa situação, é que esse livro foi escrito.

                                                 2. Saúde X Doença

Você sabe o que é saúde ou doença? Qual o seu significado? Por que adoecemos? Por que nossos animais adoecem?

A saúde nada mais é do que a plena regularidade de todas as funções e a plena integridade de todos os órgãos do corpo. É a energia fluindo e energizando todos os órgãos e vísceras do corpo, humano e/ou animal.

Quando somos saudáveis nossa pele está iluminada, apresentamos uma aparência de vivacidade, os cabelos e pêlos apresentam-se brilhantes e sem falhas, o corpo apresenta proporções normais e simétricas. Os dentes e unhas são fortes e resistentes… nos animais também.

É a condição geral do corpo e da mente em relação às doenças e ao vigor físico e mental. É o estado do que não tem doenças ou ferimentos, cujo metabolismo funciona perfeitamente. É o estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente. A harmonia do homem e do animal com a natureza.

Há pouco tempo chamava-se de saúde a ausência de sintomas desagradáveis no aspecto físico, como dores, limitações, sensações, etc. Modernamente, ampliou-se essa definição para também a ausência de sintomas desagradáveis a nível psíquico, por exemplo, ansiedade, raiva, tristeza, etc.

Outra definição mais completa para saúde seria: “saúde é uma condição em que um indivíduo ou grupo de indivíduos é capaz de realizar suas aspirações, satisfazer suas necessidades e mudar ou enfrentar o ambiente. A saúde é um recurso para a vida diária e não um objetivo de vida; é um conceito positivo, enfatizando recursos sociais e pessoais, tanto quanto as aptidões físicas. É um estado caracterizado pela integridade anatômica, fisiológica e psicológica; pela habilidade de desempenhar pessoalmente funções familiares, profissionais ou sociais; pela habilidade para tratar as tensões físicas, biológicas, psicológicas ou sociais, sentindo-se bem e livre do risco de doença ou morte extemporânea. É um estado de equilíbrio entre os seres humanos e/ou animais e o meio físico, biológico e social, compatível com plena atividade funcional.”

E a doença? O que seria a doença? O contrário de saúde? De certa maneira. Certas pessoas ou animais doentes assemelham-se às saudáveis. É aí que está o maior problema. Pensarmos que somos saudáveis e que nossos animais também são, quando a realidade é outra.

A doença é um conjunto de perturbações funcionais e alterações anatômicas, evoluindo em uma direção determinada. Revela-se por irregularidades de certas funções e alterações anatômicas de partes do corpo, que é necessário conhecer para poder saber de qual mal se tratam. É uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e mentais e está associada a sintomas específicos.

É o desequilíbrio da energia do organismo (Chi), responsável pelas atividades fisiológicas normais. A alteração da energia pode ser causada por fatores externos, (as condições climáticas) e/ou fatores internos (problemas psíquicos).

Até 400 a.C., para o mundo ocidental, toda doença era um castigo divino ou  possessão demoníaca, representava um desagrado de determinado deus para com o seu devoto. Para cada tipo de doença havia um ritual mágico ou religioso a ser consagrado, os médicos eram sacerdotes e pregavam toda sorte de culpas e medos do indivíduo.

Alguns pensam que o animal só está doente quando ele apresenta dor, está paralisado, o rim parou… Quando ele chega a esse ponto é porque já estava doente há tempos, sofrendo e impossibilitado de pedir socorro. A doença já está avançada, é crônica, grave e às vezes sem tratamento.

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Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Seu animal é alérgico?

Monday, November 29th, 2010

cão se coçandoAs alergias alimentares podem afetar qualquer cão ou gato, mas não são tão comuns.

O animal normalmente reage a ingredientes proteicos na comida, como leite ou carne. A reação mais típica em cães é uma coceira se espalhando pelo corpo, enquanto os gatos desenvolvem coceiras na região da face e cabeça. Com menos frequência, a reação é vômito ou diarréia.

Em alguns casos, o animal desenvolve uma reação alérgica mais séria ao alimento e surgem edemas. Os edemas normalmente surgem em 20 a 60 minutos , em torno dos olhos e do focinho.

Se o animal estiver com uma reação muito forte, você normalmente perceberá problemas respiratórios, podendo levar a uma parada respiratória. Trata-se de uma emergência e o animal deve ser levado ao veterinário imediatamente.

A reação alérgica alimentar pode ser facilmente controlada uma vez descoberto e evitado o ingrediente responsável pela alergia.

O processo de eliminação de alimentos indica qual deles exatamente causa problemas. Isso significa fazer com que o animal coma uma dieta que nunca comeu antes. Depois que a pele do animal estiver normal, acrescente à dieta os alimentos suspeitos, um de cada vez para descobrir qual deles provoca a alergia.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Cuidados com o animal no verão.

Thursday, November 11th, 2010

cão na praiaVerão chegando e com ele algumas doenças que acometem os animais, algumas delas transmitidas por carrapatos, pulgas e mosquitos.

A dirofilariose, doença do verme do coração, é transmitida por meio de picadas de mosquitos que transmitem o parasita Dirofilaria immitis. As pulgas também transmitem doenças e causam problemas dermatológicos, assim como os carrapatos.

A prevenção é a melhor forma de evitar esse tipo de problema. Um controle parasitário interno e externo, se faz necessário, principalmente em casos de viagens ou se o animal ficará em hotéis.

Além das doenças transmitidas, a insolação é outro problema. A exposição prolongada ao sol ou ficar em lugares fechados, como dentro do carro, pode fazer com que a temperatura do animal aumente rapidamente causando prejuízos a saúde e podendo levar a morte. Deixá-lo na sombra com água fresca a disposição é imprescindível.

As queimaduras de sol também afetam os animais, principalmente os de pele e pelagem claras. Evite sair em horários de sol muito forte e utilize sempre um protetor solar, no mercado existem protetores espícificos para animais.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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As aventuras de Angel: Empacotado

Monday, September 27th, 2010

AngelMais um dia começou e como sempre muitas coisas e lugares para explorar. Embora já faça muito tempo que moro aqui, as novidades não acabam…

Sacolas, caixas, plantas, coisas novas chegam todos os dias, isso é muito legal…

Vejamos o que temos hoje… uma caixa… adoro caixas. O que tem dentro?… Oops. É um pouco apertado, mas com jeito eu consigo… entrei, sabia que conseguiria.

Vou arranhá-la… ah que gostoso…

Espera aí o que está acontecendo? Para onde estão me levando? Ela está fechada, eu não consigo sair… Ei! Alguém aí? Eu estou preso… aqui, dentro da caixa… alguém responde…

Ufa! Consegui abri-la, mas onde estou? Aqui não é minha casa. Para onde fui levado? Será que nos mudamos novamente? Não é possível.

­? Ei! Você aí, onde estou?

? Aí cara, tá perdido?

? Eu não sei, eu estava em casa e agora estou aqui… que lugar é esse?

? Aqui é a rodoviária.

? O que é uma rodoviária?

? É o lugar aonde as pessoas vão e vem e sempre sobra muita comida.

? Você mora aqui?

? Cara, você não sabe de nada. Nós moramos nas ruas e onde tem comida nós estamos.

? Comida seria bom, estou com fome. Qual ração vocês comem?

? Pirou? Vamos revirar o lixo e ver o que tem. Qual o seu nome?

? Angel. E o seu?

? Rizo.

? Acho que não posso comer isso não, Rizo.

? Aí cara sujou, vamos embora. Os cachorros vêm vindo.

? Ei espera aí, como faço para ir para casa?

? Corre….

Eu corri mais do que podia, mas não fui muito longe, não estou acostumado com exercícios tão intensos. Minhas pernas estavam presas, eu não conseguia esticá-las completamente… aí meu Deus o cachorro está se aproximando… ele vai me pegar,meu coração está disparado e eu não consigo mais correr, o que será de mim?

Preciso parar…

? Não, por favor, senhor cachorro, não me coma, por favor… por favor… por favor…

Onde estou? O que aconteceu? Será que morri? Que lugarzinho apertado! Oops, estou de novo dentro daquela caixa, mas, espere aí, estou em casa. Eh,eh, eh… eu estava dormindo, foi tudo um sonho…

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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