Desde sua origem o cão é submetido a seleção natural, através da adaptação ao meio ambiente e a seleção artificial, através dos seres humanos.
No início da domesticação, os seres humanos conservaram aqueles animais menos agressivos e menos arredios, provavelmente selecionando aqueles com características morfológicas que diferiam dos exemplares selvagens, fato que pode ter possibilitado a grande variedade morfológica encontrada nos cães domésticos hoje em dia.
O cão doméstico tem o lobo como ancestral. Exemplares dessa espécie foram, ao longo do tempo, sendo selecionados para diversas aptidões, sendo hoje, um animal com potencial maior de cognição social que os lobos selvagens, destacando-se até de grandes primatas em certas tarefas que dependem da leitura de sinais corporais humanos.
As primeiras associações entre homens e cães foram encontradas na China e remontam há 150.000 anos. Há cerca de 10.000 anos, ao deixar de ser nômade e caçador para ser produtor e criador do seu alimento, o homem precisou domesticar o ancestral do cão para auxiliá-lo na caça e, posteriormente, no cuidado do gado.
A fixação dos padrões raciais só apareceu a partir do Século XVI para os cães de caça e prosseguiu ao longo dos séculos.
As raças são fruto de seleção natural, seleção artificial e do cruzamento entre animais de padrões diferentes. O reconhecimento das raças depende da organização das pessoas que criam os cães em associações ou clubes, nos quais seus integrantes estabelecem padrões morfológicos e comportamentais.
Entre animais da mesma raça podem existir linhagens diferentes, que são desenvolvidas pelos criadores a partir da seleção das matrizes e padreadores para personalizar sua criação.
Fonte: CFMV
Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

