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Alimentos tóxicos para animais

Friday, April 6th, 2012

A maioria dos animais é alimentada com rações, mas alguns gostam de “provar” o alimento do dono, que acaba oferecendo as sobras a seus animais e muitos alimentos consumidos pelos seres humanos são tóxicos para eles.

A intolerância dietética pode dever-se a reações de sensibilidade anormal a ingredientes dietéticos ou aditivos, reações farmacológicas a compostos na dieta, defeitos ou deficiências nos ramos metabólicos exigidos para utilizar o alimento ou reação de intoxicação a ingredientes alimentares ou alimentos estragados.

Os sinais clínicos são:  diarréia, vômito, flatulência, anorexia, desconforto abdominal, reações dermatológicas como, urticária e prurido.

Os alimentos são:

Abacate – dificuldade respiratória, dor abdominal, acúmulo de fluídos na cavidade torácica.

Alimentos gordurosos – pancreatite, vômito, diarréia, dor abdominal.

Bebidas alcoólicas – excitação ou debilidade acentuada, aumento da micção, alterações cardíacas e respiratórias.

Café – pode causar agitação, vômito, diarréia, hiperatividade, tremor muscular.

Casca de batata – se ingerida em grande quantidade pode causar: salivação excessiva, depressão do sistema nervoso central, perda de apetite.

Cebola – promove a quebra das células vermelhas, pode causar sangue na urina, fraqueza, taquicardia, taquipnéia. Os sinais podem aparecer rapidamente ou demorar alguns dias.

Chocolate – os sintomas variam de acordo com a quantidade e o tipo de chocolate ingerido, pode alterar o ritmo cardíaco e no sistema nervoso, morte.

Doces – podem conter cylitol que provoca fraqueza, convulsão, problemas hepáticos e morte.

Fermento em pó – insuficiência cardíaca congestiva, espasmos musculares.

Frutas (maçã, ameixa, pêssego, cereja, caqui) – se ingeridos em grande quantidade podem causar: dilatação das pupilas, hiperventilação e choque.

Laticínios – não são muito prejudiciais, mas podem provocar diarréia e formação de gases. Se o produto for muito “gordo” pode provocar pancreatite.

Louro e Noz moscada – sintomas nervosos, tremores, convulsões…

Macadâmia – pode afetar os músculos, sistema digestivo e nervoso.

Ossos de aves – podem perfurar o sistema digestivo.

Sal – pode causar tremor, convulsão e morte.

Uvas – podem causar falência renal em apenas 48 horas, problemas estomacais, vômito e morte.

Tratamento: alguns pacientes podem precisar de internação, fluidoterapia, antibióticos e terapia de suporte. Não há um antídoto específico.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Seu animal já experimentou os Florais? Por que não?

Monday, September 19th, 2011

floraisA teoria, o conceito e a técnica da terapia floral foram desenvolvidos na Inglaterra, na década de 1930, pelo médico e bacteriologista e também homeopata, Dr. Edward Bach (1886-1936).

Tudo começou quando Dr. Bach fazia pesquisas com flores silvestres, a partir de técnicas homeopáticas, obtendo excelentes resultados na aplicação clínica. Desde então viajou por diferentes regiões da Inglaterra a fim de pesquisar novas flores e testá-las em pacientes de camadas sociais distintas. Após Dr. Bach, outros pesquisadores estudaram diferentes tipos de plantas e hoje temos outras opções de florais, como o Saint Germain, Minas, Californiano.

O propósito dos florais é dar ao paciente o apoio para que este possa lutar contra as doenças, harmonizando a depressão, a ansiedade, os traumas ou outros fatores emocionais que impedem a cura física, removendo bloqueios energéticos causados por estados negativos (traumas físicos e psicológicos, pensamentos…)

Os florais podem ser utilizados sozinhos ou acompanhando outros remédios ou tratamentos. Não interagem com medicamentos, nem mesmo os homeopáticos. São totalmente seguros e não apresentam efeitos colaterais. Sua ação é suave, podendo ser usados por pessoas de todas as idades, desde bebês recém-nascidos até idosos. São também benéficos para plantas e animais.

O efeito desses florais é observado no tratamento do indivíduo e não da doença ou dos seus sintomas.

Os florais atuam especificamente na condição emocional da pessoa e/ou afetada. Desse modo, duas pessoas com a mesma queixa podem se beneficiar com florais diferentes apropriados para cada caso.

As essências elevam as vibrações e envolvem nosso corpo com a virtude específica que precisamos, nos aproximando de nossa própria alma, devolvendo a paz e aliviando os sofrimentos.

O tratamento floral é feito através de essências obtidas de flores que atuam diretamente no sistema emocional das pessoas e dos animais, permitindo que se corrijam basicamente as causas dos principais fatores de desequilíbrio, sejam eles físicos ou emocionais.

A base das doenças está em um desequilíbrio interno, resultante da desarmonização das energias, provocada por sentimentos negativos, como, medo, raiva, frustração, ansiedade, solidão, desinteresse, angústia, desesperança, depressão e todos os outros que levam ao sofrimento, por incapacidade objetiva de se lidar com eles.

Os florais para os animais têm a finalidade de ajudar a reequilibrar temperamentos e comportamentos que se apresentam excessivos ou em desequilíbrio, atuando no campo energético emocional, que influencia no comportamento do animal.

Bloqueios e desequilíbrios que persistem por muito tempo neste campo sem a devida atenção da pessoa podem migrar para o físico, processo chamado somatização.

Sendo assim os florais podem atuar como preventivo ou mesmo coadjuvante em diversos tratamentos (alopáticos, homeopáticos e acupuntura).

O animal domesticado pensa que somos da mesma espécie e na grande maioria das vezes o dono se esquece disso também e assim há uma grande falha na comunicação. Quando o animal não reage a determinadas ações, como esperado pelo dono, ele é repreendido e vários processos internos emocionais são desencadeados podendo chegar a excessivo desequilíbrio emocional.

Para saber mais sobre os Florais visite nosso curso: http://www.vettherapy.com.br/cursos/21-florais.html

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Bambuterapia para animais

Saturday, September 3rd, 2011

Bambuterapia para animaisA massagem pode ser definida como a manipulação de tecidos moles do corpo. Por meio da manipulação dos tecidos moles e técnicas específicas para promover ou restaurar a saúde, é possível usar as mãos para detectar e tratar problemas nos músculos, ligamentos e tendões. Essa técnica possui registros desde a Grécia antiga, parece constituir uma sistematização do gesto instintivo, visto até em animais, o ato de pressionar ou esfregar um local dolorido a fim de ter alívio e em casos de diminuição da mobilidade. Atualmente, os atletas também a utilizam e se valem dos benefícios a fim de aumentar a performance e reduzir injúrias.

Grande parte do meio ambiente mais imediato é sentida pelo animal através da pele. As sensações são: tato, pressão, dor, calor e frio. O tato é um leve estímulo, feito o produzido por uma mosca na pelagem. A pressão, um estímulo mais forte e profundo. Os receptores responsáveis pela detecção desses estímulos variam consideravelmente em termos de estrutura. Existem várias formas intermediárias, o que torna difícil classificá-los e atribuir funções definidas a cada tipo.

Pode ser utilizada com um propósito específico e ajudar a promover mudanças físicas e fisiológicas.

Segundo as técnicas, a massagem teria propriedades diferentes conforme dois critérios: pressão e velocidade.

A lenta e superficial apresenta resultado relaxante e analgésico. A lenta e profunda é resultado desintoxicante. A rápida e profunda é nutritiva e tonificante. A rápida e superficial é excitante do sistema nervoso.

 A massagem produz estimulação mecânica nos tecidos por aplicação rítmica de pressão e estiramento. A pressão comprime os tecidos moles e estimula as redes de receptores nervosos, o estiramento aplica tensão sobre os tecidos moles e também estimula as terminações nervosas receptoras. O uso destas duas forças pode, através da mudança dos vasos sanguíneos e linfáticos, afetar a circulação capilar, venosa, arterial e a circulação linfática.

A estimulação reflexa iniciada em uma parte do corpo mostra reação involuntária ao estímulo em outra parte, por exemplo, a massagem relaxante nas costas também pode aliviar a dor na perna.

As sensações resultam de estímulos que, por sua vez, produzem impulsos aferentes e eventualmente atingem o nível da consciência no córtex cerebral. Dentre as sensações incluem-se dor, frio, calor, tato, pressão e um grupo de sensações conhecidas como sentidos especiais: visão, audição, paladar, olfato e orientação espacial. Todas as sensações envolvem órgãos receptores; o mais simples é a terminação nervosa em forma de cabeleira e as mais complexas são aquelas associadas aos sentidos especiais.

Os três principais grupos de receptores sensoriais são os exteroceptores, interoceptores e proprioceptores.

Os exteroceptores detectam estímulos próximos à superfície externa do corpo e incluem aqueles da pele, que respondem ao frio, calor, tato e pressão.

Os interoceptores detectam estímulos internos ao corpo e incluem receptores de paladar, olfato e aqueles no interior das vísceras, que respondem ao pH, distensão e espasmo (como no intestino) e fluxo (como na uretra).

 Os proprioceptores estão localizados no interior do corpo, semelhante aos interoceptores, mas estão relacionados à detecção de condições orgânicas profundas para o sistema nervoso central. Esses receptores estão localizados nos músculos esqueléticos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares. Exemplos de proprioceptores são os fusos musculares, órgãos tendíneos de Golgi dos tendões e receptores articulares. Os fusos musculares e os órgãos tendíneos de Golgi são sensíveis ao estiramento e previnem isso por reflexo quando músculos, tendões e ligamentos são estirados indevidamente.

Os receptores sensoriais convertem diferentes tipos de energia em potencial de ação; essa energia pode ser sonora, luminosa, química, térmica e mecânica. Eles estão sujeitos a respostas graduadas, dependendo da intensidade do estímulo.

Pode-se estimular os receptores, tanto superficiais como profundos da pele. O modo de aplicação destas forças mecânicas é determinado pelo terapeuta de acordo com sua escolha dos tipos de massagem (deslizamento, fricção, amassamento, percussão, compressão e vibração) e a habilidade em regular a duração, quantidade, intensidade e ritmo do estímulo.

Quando as mãos se movem através dos tecidos superficiais, a pressão neles é aumentada e camadas são movimentadas. Envolve a interação da energia entre o profissional,  aplicador da massagem e o animal, recebedor. Os efeitos do toque induzem ao relaxamento, comunicação e o senso geral de bem-estar, melhora o funcionamento da mente e do corpo,  também ajuda a aliviar certos problemas comuns.

A massagem traz benefícios imediatos ao paciente, mas usualmente leva-se algumas seções para se obter melhoras significantes em uma condição em particular. Inicialmente alivia a dor, reduzir a tensão e ajuda a sedar o sistema nervoso.

Bambuterapia, Liberação miofascial, Acupressão são algumas técnicas utilizadas, entre outras.

Venha conhecer nosso curso de Massagem para cães e gatos: http://www.vettherapy.com.br/cursos/22-massagem-para-caes-e-gatos.html

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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10 cuidados básicos com os animais

Saturday, August 6th, 2011

cãoVocê sabe quais os cuidados roteineiros necessários para seu animal? Muitas pessoas sabem, mas se você adquiriu seu primeiro animal e quer saber um pouco mais, confira as dicas:

1- O pelo deve ser macio, brilhante, sem nós. A presença de caspa ou áreas sem pelo é indício de problemas. Animais de pelo longo devem ser escovados todos os dias.

2- As unhas devem ser cortadas utilizando um cortador próprio, porém atenção para não cortar demais e provocar sangramentos. Nos animais com unhas brancas é possível visualizar o limite, mas nas unhas pigmentadas não.

3- Limpe os olhos utilizando algodão umedecido em água boricada ou morna. O excesso de secreção pode ser indício de conjuntivite ou outra doença.

4- Verifique as orelhas, observe se há excesso de cera, infecção ou carrapatos. Utilize algodão umedecido com produto específico para limpar a orelha.

5- Na boca, veja se as gengivas estão saudáveis (coloração rosa pálida), se há tártaro (placa escura na base do dente), mau-hálito, dente quebrado ou qualquer outro problema.

6- A barriga deve estar cheia, mas não estufada, isso pode ser sinal de vermes.

7- Ofereça boa alimentação seguindo as instruções de quantidade de acordo com a raça, idade e marca da ração.

8- Deixe água limpa e fresca sempre a disposição.

9- O local onde o animal dorme deve ser fresco no verão e aquecido no inverno.

10- Não deixe o animal amarrado sozinho.

Se tiver qualquer dúvida com relação ao animal consulte o veterinário. Você pode também tirar dúvidas através de nosso Chat Online na página: www.vettherapy.com.br

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Obesidade canina

Saturday, June 4th, 2011

cão gordoA obesidade é a doença nutricional mais comum em sociedades desenvolvidas e estima-se que 25 a 35% dos cães estão com sobrepeso.

Ela é responsável pela diminuição da capacidade física do animal, por doenças associadas e, frequentemente, por locomoção dolorosa. É resultado do excesso de energia, obtido pela alimentação, em relação ao gasto energético do animal. Esse desequilíbrio pode ter origem no próprio animal, problemas comportamentais, mas também em fatores associados ao manejo estabelecido pelo próprio proprietário.

Algumas considerações:

1- O excesso de peso durante a fase de crescimento se agrava progressivamente.

2- É responsável pela infiltração de gordura nos órgãos e por maior esforço mecânico do corpo.

3- Cães com dores realizam menos exercício tendo maior tendência para engordar.

4- Afeta o bem-estar psíquico do animal (a falta de movimentos diminui os contatos sociais).

5- Potencializa possibilidades de complicações em intervenções cirúrgicas.

 Programa de emagrecimento:

1- Avaliar o modo de interagir com o animal: adotar outros tipos de interação (brincar, acariciar, escovar) em substituição a alimentos em resposta à solicitações por atenção.

2- Todos os membros da família devem respeitar o programa.

3- A perda de peso resulta da associação entre o consumo de alimento hipocalórico (baixo teor energético) e o aumento do nível de atividade física do cão.

4- Recomenda-se o fracionamento da dose diária em 3 ou 4 refeições, evitando-se a sensação de fome.

5- O exercício físico, adaptado de forma gradual, estimula o gasto energértico e favorece a preservação da massa muscular.

6- Verifique no pacote de ração a quantidade diária indicada ao peso e porte do animal.

Fonte: Revista CFMV

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Raça X Comportamento

Saturday, May 21st, 2011

cãoSerá possível que uma característica comportamental, como a agressividade, seja transmitida para a geração seguinte?

Da mesma forma que características morfológicas podem ser herdadas de gerações passadas, características neurofisiológicas também podem. Portanto, a predisposição genética para diversos problemas comportamentais pode justificar uma possível associação entre agressividade e raça do cão.

Tal relação pode ser justificada com diferenças nos níveis de neurotransmissores ou na eficiência de seus receptores no Sistema Nervoso Central, favorecendo, ou não, o surgimento de problemas como agressividade ou ansiedade.

Alguns artigos associam alterações estruturais nos cérebros de cães agressivos e não agressivos. Por exemplo, há um aumento do número de receptores para andrógenos na amígdala em cães machos agressivos comparados a não agressivos. Também há aumento no número de receptores serotoninergérgicos no córtex frontal, hipocampo e tálamo dos cães agressivos comparados aos não agressivos, etc.

Esses aspectos, entre outros, poderiam alicerçar os argumentos favoráveis à associação entre raça e agressividade, porém ainda não é possível responder à pergunta se há uma associação direta entre agressividade e raça.

Fonte: Revista CFMV

Vet Therapy - Dra. Cynara Campanati

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Cães adolescentes

Sunday, April 10th, 2011

cãoSemelhante aos seres humanos, a adolescência dos cães é uma época de muita energia, descobertas, teimosia e persistência em comportamentos desaprovados, que necessita de treinamento (educação). Diante disso, exercícios são fundamentais.

Como nem sempre é possível estar ao lado do cão, para evitar problemas, o dono pode utilizar algumas táticas.

1-Deixar um pano ou roupa velha com o cheiro do dono faz com que o animal se acalme e fique relaxado enquanto está sozinho.

2-Você pode pegar uma garrafa pet, fazer alguns furos e colocar ração dentro, o cão passará horas tentando tirar os grãos de dentro da garrafa.

3-Ofereça brinquedos ao animal para que ele possa extravasar a energia.

4-Ofereça ossos ou algo mastigável, isso evita que ele morda os objetos proibidos da casa.

5-Esconda petiscos pela casa; esse truque estimula o cão a procurar pelo petisco quando não está fazendo nada.

Atividade, essa é a palavra chave.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Gravidez psicológica, um problema comum

Sunday, March 27th, 2011

filhotesA gravidez psicológica em cães é mais comum do que se pensa, ocorre em mais de 50% de cadelas não castradas. Além das alterações psicológicas, ela causa alterações físicas também.

Acontece devido à alterações hormonais capazes de influenciar o comportamento e o desenvolvimento de tecidos mamários. Isso ocorre quando há uma queda do hormônio progesterona, presente no cio. Quando a cadela está para parir cai o nível de progesterona, o que estimula a produção da prolactina, que por sua vez age no tecido mamário ativando a produção de leite e causando o comportamento maternal.

É comum as cadelas apresentarem a gravidez psicológica após a castração, se realizada até 3 meses depois do início do cio. Com a retirada dos ovários, responsáveis pela produção de progesterona, há interrupção da produção desse hormônio e liberação da prolactina.

Os sinais da gravidez psicológica são: o animal raspa os cantos da casa, simulando cavar; protege uma área ou objeto; fica ansiosa ou chorando e falta de apetite.

Para interromper esse comportamento pode-se utilizar medicamentos que inibem a produção de prolactina. Eles fazem cessar rapidamente a produção de leite e o comportamento maternal. Caso contrário, a gravidez costuma terminar em 2 semanas.

Retirar os objetos que o animal adotou como filhote durante esse período pode aumentar a ansiedade e estimular comportamentos compulsivos ou até torná-lo agressivo.

O aumento das mamas é normal e o leite produzido acaba sendo absorvido pelo organismo, mas algumas vezes ocorre inflamação das glândulas mamárias, surgindo caroços, dor e pele avermelhada. Por isso, não deixe de consultar um veterinário.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Diarreia: quando se preocupar

Sunday, February 6th, 2011

cão_diarreiaÉ muito comum que cães e gatos tenham diarreia (movimentos intestinais anormalmente soltos ou frequentes).

A maioria dos casos é causada quando o animal come alguma coisa que não devia, mas também pode ser um sinal de algo mais sério como cinomose ou parvovirose, que também incluem vômitos e febre.

Uma das coisas mais perigosas na diarreia é a perda de água do organismo, o que leva a desidratação.

O que fazer em caso de diarreia:

1- Interrompa a alimentação – deixe de dar comida por um período de 12 a 24 horas para que o intestino dele descanse e haja tempo para ele se recuperar da inflamação. Se não houver nada nos intestinos, não haverá nada para evacuar.

2- Mantenha o animal hidratado – certifique-se de que o animal tenha sempre livre acesso à água, para que ele não desidrate.

3- Consulte o veterinário antes de dar algum remédio – nem sempre é recomendado cortar a diarréia com medicamentos, a orientação veterinária é importante para fornecer ao animal um tratamento adequado.

Quando ir ao veterinário:

1- Fezes pretas com consistência de piche

2- Fezes extremamente mal cheirosas

3- Fezes com grande quantidade de sangue vermelho

4- Diarreia seguida por vômito

5- Dor aguda durante a evacuação

6- Febre

7- Perda de apetite

8- Letargia

A maioria das diarreias mais simples, em que o animal ainda se sente bem e se comporta normalmente, é de consistência pastosa ou contém apenas salpicos de sangue. Pode, geralmente, ser curada em casa, com um pronto atendimento. Caso a diarreia persista por mais de três dias sem melhora, leva o animal ao veterinário.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Quando levar o animal ao dentista?

Tuesday, January 18th, 2011

Entrevista realizada com Dr. Alexandre Venceslau da VetDent:

dente cão1-      Por que é necessário o tratamento dentário?

 O tratamento dentário, ou tratamento odontológico em animais é tão necessário quanto em pessoas. Diversas afecções e doenças têm origem na cavidade oral, e também doenças orais são muito comuns em pets. Aliás, a principal doença que afeta cães e gatos adultos é a doença periodontal, que acomete cerca de 85% dos cães e gatos acima dos 3 anos de idade, sendo a principal e mais freqüente afecção veterinária nestas espécies.

2-      Com que idade deve-se começar?

 Tão logo surjam os dentes decíduos (dentes-de-leite) são necessários cuidados com a saúde oral do pet. 

3-      Com que freqüência é necessário fazer um tratamento?

Depende muito de paciente para paciente. Em geral, recomenda-se que pelo menos uma vez ao ano o proprietário do animal de estimação faça uma avaliação com o médico veterinário especializado, que irá melhor orientar quanto a possíveis tratamentos necessários.

4-      Quais as afecções orais?

A principal, como já dito, é a doença periodontal, que se caracteriza pelo acúmulo de placa bacteriana, formação de cálculo dentário (tártaro) e consequente evolução para gengivite e periodontite. Mas também são bastante comuns fraturas dentárias, persistência de dentição decídua, fraturas de mandíbula, maloclusões, neoplasias orais. Nos gatos também são muito frequêntes duas afecções específicas: a lesão reabsortiva e o complexo gengivo-estomatite-faringite. 

5-      Quais as conseqüências de não tratar os dentes?

 Em se tratando da doença periodontal, o não tratamento pode em casos mais graves levar o paciente ao óbito. Mas, antes disso, uma série de complicações pode ocorrer, pois uma periodontite não controlada gera uma bacteremia, com subprodutos bacterianos indo para a circulação sanguínea e afetando órgãos como fígado, rins, meninges, articulações e até mesmo o coração. 

Fraturas dentárias não tratadas podem ocasionar muita dor ao paciente, assim como também a bacteremia. 

6-      Como prevenir os problemas orais?

 A melhor maneira é a escovação dentária diária, associada a uma alimentação de qualidade e balanceada. Além disso, evitar hábitos que possam provocar traumas e fraturas dentárias ou orais, como por exemplo, brincadeiras com pneus, puxar corda, ossos duros. 

Também é recomendado visitas frequêntes a um veterinário especializado, que detectará qualquer anormalidade que por ventura esteja ocorrendo na cavidade oral do pet.

 7-      Como saber se o animal precisa de um tratamento?

 Normalmente os animais manifestam sinais de que algo está errado com a cavidade oral. Pacientes que passam a pata na boca com frequência, esfregam o focinho no chão, mastigam com um lado só da boca, podem estar sendo acometidos de alguma forma. Mas nem sempre eles demonstram que algo esta errado, portanto, é importantíssimo que o proprietário olhe a cavidade oral do animal esporadicamente.

Sinais como mau hálito, presença de tártaro, gengiva inflamada ou sangrando, retração de gengiva, crescimento de “massas” (tumores) também são indicativos de que algo não está normal e é hora de levá-lo ao veterinário.

8-      Quais tratamentos realizados?

 Praticamente tudo que se realiza na odontologia humana hoje é possível fazer em animais. Tratamento periodontal, tratamento de canal, correção ortodôntica com instalação de aparelhos, próteses, implantes, cirurgias buco-maxilo-facial, tratamento oncológico, enfim, a odontologia veterinária no Brasil é considerada de ponta no cenário mundial, e se tornou referência na América Latina.

Tratamentos que há 10 anos eram considerados luxo ou inviável, hoje é realidade. 

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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