Vários estudiosos pelo mundo todo, mergulham no fascinante mundo da sensibilidade animal. Pesquisadores como o Dr. Rupert Sheldrake, escritor e biólogo inglês e os pesquisadores italianos S. Apuzzo e M. D’Ambrosio que em seus livros relatam casos incríveis da percepção que os animais têm de doenças, acontecimentos e abalos sísmicos antes que os mesmos ocorram.
Todos os animais, algumas espécies mais particularmente, possuem capacidades de percepção que superam em muito àquelas humanas, a tal ponto que seus feitos, observados um sem-número de vezes, em todos os tempos e lugares, fazem com que se confundam e se percam os limites entre a ciência e a magia.
Nas últimas décadas, o famoso cientista Rupert Sheldrake pesquisou o complexo universo das estranhas percepções dos animais e construiu a respeito uma teoria unitária relatada em seu livro Dogs that know their owners are coming home (Cachorros que sabem que seus donos estão chegando em casa).
No livro são apresentados diversos testemunhos relativos a prodigiosos eventos que têm como protagonistas animais capazes de perceber coisas que o homem não consegue.
Um estudo particular de Sheldrake é dedicado à telepatia.
A palavra significa aproximadamente “perceber de longe” e, nos casos relatados no livro, são descritas situações nas quais, por exemplo, gatos previram antecipadamente o retorno à casa do próprio dono, alguma situação de perigo a ele relacionada ou, mais simplesmente, captaram com o pensamento um chamado a distância do dono, sem que houvesse nenhuma possibilidade de ouvi-lo com os ouvidos físicos.
Sheldrake fala disso em seu livro, examinando casos de cães, gatos, cavalos e pássaros que conseguem voltar a seu domicílio, pouco importando a imensa distância que parecia tornar o feito praticamente impossível.
Tudo se passa como se os animais tivessem um mapa magnético na cabeça, um “radar” funcionando o tempo todo, capaz de conduzir seus passos em situações críticas. Uma espécie de GPS biológico.
Existem também capacidades particulares dos animais que, além de nos deixar atônitos, podem nos ser muito úteis.
Por exemplo, alguns cães preveem os ataques epiléticos nas pessoas, capacidade estudada e demonstrada em estudo conduzido pelo neurologista Adam Kirton, do Children’s Hospital, de Alberta, Canadá, em 2004.
O estudo, realizado com 60 cães, demonstrou que 15% deles são bastante precisos na previsão de uma crise epilética do próprio dono, sem necessidade de treinamento.
Para alguns cientistas, isso provavelmente deriva da capacidade olfativa que os animais possuem: antes de um ataque epilético, o corpo humano poderia sofrer alterações fisiológicas que levariam a mudanças na sudorese e na composição química do suor, modificações que os cães conseguiriam perceber, ou melhor, cheirar.
A mais conhecida capacidade paranormal dos animais é, sem dúvida, a de prever terremotos e outros importantes cataclismos geológicos.
Em 2004, horas antes do tsunami que devastou o litoral de vários países asiáticos, elefantes nas proximidades de praias na Indonésia e no Sri Lanka começaram a manifestar sinais de grande inquietação.
Vários arrebentaram as correntes que os prendiam e fugiram para o alto de colinas, como que prevendo que as áreas estavam prestes a serem inundadas.
Outra obra sobre o tema, Anche gli animali vanno in paradiso (Os animais também vão ao paraíso), dos pesquisadores italianos S. Apuzzo e M. D’Ambrosio (Edizioni Mediterranee), relata muitos episódios surpreendentes e inexplicáveis.
No capítulo sobre experiências conduzidas em laboratório e destinadas a provar que alguns animais percebem nitidamente os acontecimentos até mesmo quando são impedidos de usar seus sentidos normais, narra-se a história de um cão boxer que foi ligado a um eletrocardiógrafo numa sala à prova de som, enquanto sua dona se encontrava em outro aposento.
Sem que a mulher fosse avisada, um indivíduo estranho invadiu a sala e começou a insultá-la e a ameaçá-la de agressão física.
A mulher ficou realmente amedrontada, e seu cão, trancado na outra sala, pareceu perceber que sua dona estava em perigo. O boxer entrou em agitação e seu ritmo cardíaco subiu violentamente.
Realidade ou magia, o fato é que a fisiologia animal é muito diferente da nossa, alguns o olfato extremamente superiores, outros a capacidade visual para cores e movimentos bem mais precisas que a humana e ainda alguns que ouvem sons que um ser humano jamais distinguiria. Tudo isso faz com que a riqueza do mundo animal cada vez seja mais um motivo de curiosidade e estudo para o homem.
Fonte: Revista Planeta