Posts Tagged ‘animais’

Diarreia: quando se preocupar

Sunday, February 6th, 2011

cão_diarreiaÉ muito comum que cães e gatos tenham diarreia (movimentos intestinais anormalmente soltos ou frequentes).

A maioria dos casos é causada quando o animal come alguma coisa que não devia, mas também pode ser um sinal de algo mais sério como cinomose ou parvovirose, que também incluem vômitos e febre.

Uma das coisas mais perigosas na diarreia é a perda de água do organismo, o que leva a desidratação.

O que fazer em caso de diarreia:

1- Interrompa a alimentação – deixe de dar comida por um período de 12 a 24 horas para que o intestino dele descanse e haja tempo para ele se recuperar da inflamação. Se não houver nada nos intestinos, não haverá nada para evacuar.

2- Mantenha o animal hidratado – certifique-se de que o animal tenha sempre livre acesso à água, para que ele não desidrate.

3- Consulte o veterinário antes de dar algum remédio – nem sempre é recomendado cortar a diarréia com medicamentos, a orientação veterinária é importante para fornecer ao animal um tratamento adequado.

Quando ir ao veterinário:

1- Fezes pretas com consistência de piche

2- Fezes extremamente mal cheirosas

3- Fezes com grande quantidade de sangue vermelho

4- Diarreia seguida por vômito

5- Dor aguda durante a evacuação

6- Febre

7- Perda de apetite

8- Letargia

A maioria das diarreias mais simples, em que o animal ainda se sente bem e se comporta normalmente, é de consistência pastosa ou contém apenas salpicos de sangue. Pode, geralmente, ser curada em casa, com um pronto atendimento. Caso a diarreia persista por mais de três dias sem melhora, leva o animal ao veterinário.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Meu cão tem catarata. O que fazer?

Sunday, January 30th, 2011

Entrevista com Dr. Luciano Carneiro Filho sobre catarata.

 1- O que é catarata?

catarataA catarata é uma opacidade no cristalino. O cristalino dos cães é uma lente biconvexa com pouco poder de acomodação (capacidade de focar objetos a distâncias variadas).O cristalino possui uma cápsula anterior e uma posterior ambas parecidas com celofane.

 2- Qual a causa?

Defeito genético, inflamação intra-ocular ,doenças da retina,traumatismos,diabetes e senilidade.

 3- Existe predisposição de raça, sexo e idade?

Raças com Cataratas Hereditárias: Afghan Hound, Beagle, Cavalier, Cocker Spaniel, Golden retriever, Husky Siberiano, Labrador retriever, Old English Sheepdog, Pastor Alemão, Pointer,

Poodle Toy e Miniatura, Schnauzer Miniatura, Setter Irlandês, Welsh Corgi, West Highland White Terrier.

4- Qual o tratamento?

O tratamento da catarata é cirúrgico. Segundo o Colégio Americano de Oftalmologia Veterinária (ACVO), não existem substâncias disponíveis capazes de tratar cataratas com algum efeito.

 5- Como é realizada a cirurgia?

A cirurgia retira  o cristalino, utilizamos a técnica mais moderna disponível a nível mundial que é a técnica de facoemulsificação Com o auxílio de microscópio cirúrgico,sob anestesia geral volátil, um aparelho sofisticado é inserido no interior do olho pôr uma incisão de apenas 3 mm e emite vibrações ultra-sônicas que destroem o cristalino, pulverizando-o e tornando possível sua aspiração pelo mesmo instrumento.

6- Existe lente para animais?

O cão afácico  ( sem cristalino) enxerga bem de longe e pouquíssimo de perto, mas recupera sua visão funcional e se livra das trevas em que  suas cataratas o colocaram.

 7- Há risco de complicações no pós-operatório?

Existem complicações na percentagem de aproximadamente 10 % dos casos. Essas complicações incluem glaucoma pós-operatório, sangramento secundário a descolamento de retina, infecção e inflamação que pode se tornar crônica. Nós tomamos todas as precauções existentes para superar esses riscos,  mas infelizmente eles existem. Nosso grau de especialização nos coloca em excelentes condições para enfrentar essas complicações,  mas não podemos eliminá-las por completo como gostaríamos.

 8- Todos os animais podem se submeter à cirurgia?

É feita a seleção de pacientes:

1)  Cataratas provocando déficit visual , problemas intra-oculares ou rapidamente evoluindo.

2)  Ser indivíduo tratável e possuir dono com disponibilidade para delicado pós-operatório.

3)  Não ter outras doenças oculares graves ou fora de controle médico.

4) Alguns cães possuem doença na retina (atrofia progressiva da retina) concomitantemente com a  maturação de suas  cataratas . Esses cães normalmente não são bons candidatos, uma vez que o objetivo  do tratamento cirúrgico é a recuperação da visão o que pode não ocorrer se o animal  tiver esse problema no segmento posterior do olho(i.e. retina).

5) Um exame chamado Eletroretinografia é essencial para investigar a saúde da retina e selecionar candidatos. Uma ultrassonografia ocular também é realizada para descarte de descolamentos da retina.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Quando levar o animal ao dentista?

Tuesday, January 18th, 2011

Entrevista realizada com Dr. Alexandre Venceslau da VetDent:

dente cão1-      Por que é necessário o tratamento dentário?

 O tratamento dentário, ou tratamento odontológico em animais é tão necessário quanto em pessoas. Diversas afecções e doenças têm origem na cavidade oral, e também doenças orais são muito comuns em pets. Aliás, a principal doença que afeta cães e gatos adultos é a doença periodontal, que acomete cerca de 85% dos cães e gatos acima dos 3 anos de idade, sendo a principal e mais freqüente afecção veterinária nestas espécies.

2-      Com que idade deve-se começar?

 Tão logo surjam os dentes decíduos (dentes-de-leite) são necessários cuidados com a saúde oral do pet. 

3-      Com que freqüência é necessário fazer um tratamento?

Depende muito de paciente para paciente. Em geral, recomenda-se que pelo menos uma vez ao ano o proprietário do animal de estimação faça uma avaliação com o médico veterinário especializado, que irá melhor orientar quanto a possíveis tratamentos necessários.

4-      Quais as afecções orais?

A principal, como já dito, é a doença periodontal, que se caracteriza pelo acúmulo de placa bacteriana, formação de cálculo dentário (tártaro) e consequente evolução para gengivite e periodontite. Mas também são bastante comuns fraturas dentárias, persistência de dentição decídua, fraturas de mandíbula, maloclusões, neoplasias orais. Nos gatos também são muito frequêntes duas afecções específicas: a lesão reabsortiva e o complexo gengivo-estomatite-faringite. 

5-      Quais as conseqüências de não tratar os dentes?

 Em se tratando da doença periodontal, o não tratamento pode em casos mais graves levar o paciente ao óbito. Mas, antes disso, uma série de complicações pode ocorrer, pois uma periodontite não controlada gera uma bacteremia, com subprodutos bacterianos indo para a circulação sanguínea e afetando órgãos como fígado, rins, meninges, articulações e até mesmo o coração. 

Fraturas dentárias não tratadas podem ocasionar muita dor ao paciente, assim como também a bacteremia. 

6-      Como prevenir os problemas orais?

 A melhor maneira é a escovação dentária diária, associada a uma alimentação de qualidade e balanceada. Além disso, evitar hábitos que possam provocar traumas e fraturas dentárias ou orais, como por exemplo, brincadeiras com pneus, puxar corda, ossos duros. 

Também é recomendado visitas frequêntes a um veterinário especializado, que detectará qualquer anormalidade que por ventura esteja ocorrendo na cavidade oral do pet.

 7-      Como saber se o animal precisa de um tratamento?

 Normalmente os animais manifestam sinais de que algo está errado com a cavidade oral. Pacientes que passam a pata na boca com frequência, esfregam o focinho no chão, mastigam com um lado só da boca, podem estar sendo acometidos de alguma forma. Mas nem sempre eles demonstram que algo esta errado, portanto, é importantíssimo que o proprietário olhe a cavidade oral do animal esporadicamente.

Sinais como mau hálito, presença de tártaro, gengiva inflamada ou sangrando, retração de gengiva, crescimento de “massas” (tumores) também são indicativos de que algo não está normal e é hora de levá-lo ao veterinário.

8-      Quais tratamentos realizados?

 Praticamente tudo que se realiza na odontologia humana hoje é possível fazer em animais. Tratamento periodontal, tratamento de canal, correção ortodôntica com instalação de aparelhos, próteses, implantes, cirurgias buco-maxilo-facial, tratamento oncológico, enfim, a odontologia veterinária no Brasil é considerada de ponta no cenário mundial, e se tornou referência na América Latina.

Tratamentos que há 10 anos eram considerados luxo ou inviável, hoje é realidade. 

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Cuidados com animais no verão

Monday, December 27th, 2010

Cuidados com os animais no verão

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Os segredos de adestramento do dono – Demo

Tuesday, December 7th, 2010

                                   Os segredos de adestramento do dono

                1. Introdução

 Os animais de estimação têm se tornado, em alguns lugares, mais numerosos que a população humana. Não há dúvidas de que eles são parte da vida familiar.

O mercado pet movimenta milhões todos os anos e só tem crescido. Roupas, medicamentos, produtos para tratamento dos pêlos, shampoos, cremes, esmaltes, acessórios, banhos de ofurô, enfim, a lista é longa.

Só que o bichinho precisa de um pouco mais, não basta ir ao pet shop para tomar banho toda semana, ter suas vacinas em dia, uma ração de qualidade e uma cama quente para dormir.

É necessário ter em mente que os tiramos de seu habitat natural, da estrutura familiar deles e os colocamos em uma nova família, com novos costumes e estrutura.

Frequentemente, esses bichinhos são os “bebês” da casa, sem limites, obrigações e nem trabalho. Crescem semelhantes a “crianças” mimadas e aí os problemas aparecem e os proprietários não estão habilitados a enfrentar a situação, não sabem o porquê da causa.

Às vezes pensamos que somos saudáveis e que nossos companheiros também são, mas a realidade é outra e envolvidos na correria do dia a dia, não nos damos conta do que realmente ocorre, principalmente quanto o problema não está no físico.

Estamos expostos a fatores externos e internos que desequilibram nossa energia e consequentemente ficamos doentes. Nos fatores externos estão, por exemplo, as mudanças climáticas e nos internos, os fatores internos (psicológico, nossos pensamentos…).  

O corpo físico se origina de um campo energético, se sobrevir uma disfunção ou desequilíbrio neste campo, isto irá refletir no físico. Se tratarmos a disfunção ou o desequilíbrio neste campo de energia, iremos curar o corpo físico, logo, para ter uma boa saúde é necessário ter equilíbrio energético. Nossa energia pode ser positiva ou negativa, sendo que muitos problemas ou doenças são atribuídos a problemas genéticos, mas para a medicina moderna quem controla a vida são campos eletromagnéticos gerados pela mente.

A ciência moderna diz que o que acontece interiormente é que vai criar o que ocorre fora.

Você sabe qual a causa dos problemas comportamentais?

Não? A causa pode ser você, sua família. Sem querer acusar ou julgar ninguém, pelo contrário, sendo o objetivo mostrar de que forma você pode estar influenciando negativamente seu animal e de mostrar, também, como você pode reverter essa situação, é que esse livro foi escrito.

                                                 2. Saúde X Doença

Você sabe o que é saúde ou doença? Qual o seu significado? Por que adoecemos? Por que nossos animais adoecem?

A saúde nada mais é do que a plena regularidade de todas as funções e a plena integridade de todos os órgãos do corpo. É a energia fluindo e energizando todos os órgãos e vísceras do corpo, humano e/ou animal.

Quando somos saudáveis nossa pele está iluminada, apresentamos uma aparência de vivacidade, os cabelos e pêlos apresentam-se brilhantes e sem falhas, o corpo apresenta proporções normais e simétricas. Os dentes e unhas são fortes e resistentes… nos animais também.

É a condição geral do corpo e da mente em relação às doenças e ao vigor físico e mental. É o estado do que não tem doenças ou ferimentos, cujo metabolismo funciona perfeitamente. É o estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente. A harmonia do homem e do animal com a natureza.

Há pouco tempo chamava-se de saúde a ausência de sintomas desagradáveis no aspecto físico, como dores, limitações, sensações, etc. Modernamente, ampliou-se essa definição para também a ausência de sintomas desagradáveis a nível psíquico, por exemplo, ansiedade, raiva, tristeza, etc.

Outra definição mais completa para saúde seria: “saúde é uma condição em que um indivíduo ou grupo de indivíduos é capaz de realizar suas aspirações, satisfazer suas necessidades e mudar ou enfrentar o ambiente. A saúde é um recurso para a vida diária e não um objetivo de vida; é um conceito positivo, enfatizando recursos sociais e pessoais, tanto quanto as aptidões físicas. É um estado caracterizado pela integridade anatômica, fisiológica e psicológica; pela habilidade de desempenhar pessoalmente funções familiares, profissionais ou sociais; pela habilidade para tratar as tensões físicas, biológicas, psicológicas ou sociais, sentindo-se bem e livre do risco de doença ou morte extemporânea. É um estado de equilíbrio entre os seres humanos e/ou animais e o meio físico, biológico e social, compatível com plena atividade funcional.”

E a doença? O que seria a doença? O contrário de saúde? De certa maneira. Certas pessoas ou animais doentes assemelham-se às saudáveis. É aí que está o maior problema. Pensarmos que somos saudáveis e que nossos animais também são, quando a realidade é outra.

A doença é um conjunto de perturbações funcionais e alterações anatômicas, evoluindo em uma direção determinada. Revela-se por irregularidades de certas funções e alterações anatômicas de partes do corpo, que é necessário conhecer para poder saber de qual mal se tratam. É uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e mentais e está associada a sintomas específicos.

É o desequilíbrio da energia do organismo (Chi), responsável pelas atividades fisiológicas normais. A alteração da energia pode ser causada por fatores externos, (as condições climáticas) e/ou fatores internos (problemas psíquicos).

Até 400 a.C., para o mundo ocidental, toda doença era um castigo divino ou  possessão demoníaca, representava um desagrado de determinado deus para com o seu devoto. Para cada tipo de doença havia um ritual mágico ou religioso a ser consagrado, os médicos eram sacerdotes e pregavam toda sorte de culpas e medos do indivíduo.

Alguns pensam que o animal só está doente quando ele apresenta dor, está paralisado, o rim parou… Quando ele chega a esse ponto é porque já estava doente há tempos, sofrendo e impossibilitado de pedir socorro. A doença já está avançada, é crônica, grave e às vezes sem tratamento.

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Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Técnicas básicas de primeiros socorros

Monday, November 15th, 2010

cãoQuando pensamos em primeiros socorros para animais domésticos, limitamo-nos a emergências, como um atropelamento, ou um choque, etc. Contudo, todos os donos de animais se deparam com problemas cotidianos, como infecções no ouvido, cortes nas patas ou problemas digestivos.

Frequentemente, você descobrirá que as técnicas de primeiros socorros são úteis. Essas técnicas básicas servem para centenas de situações envolvendo cães e gatos.

E o que é mais importante, em situações realmente dramáticas, elas podem salvar a vida de seu animal.

A contenção do animal tem 3 propósitos: protege a pessoa de ser mordida pelo animal; restringe os movimentos do animal, impedindo que o machucado piore e faz com que o animal fique parado para ser examinado e medicado.

A ressuscitação cardiopulmonar combina a respiração artificial com a compressão externa do coração, o que ajuda a movimentar o sangue pelo corpo, quando o coração para de bater.

Sempre que a pele se rompe, bactérias ou qualquer outro material estranho, até mesmo o pêlo podem contaminar a ferida e potencialmente causar infecção. O sangramento é um mecanismo de limpeza natural, que ajuda a eliminar a substância perigosa. Não limpe feridas com sangramento abundante, porque isso apenas fará com que sangrem mais.

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Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Cuidados com o animal no verão.

Thursday, November 11th, 2010

cão na praiaVerão chegando e com ele algumas doenças que acometem os animais, algumas delas transmitidas por carrapatos, pulgas e mosquitos.

A dirofilariose, doença do verme do coração, é transmitida por meio de picadas de mosquitos que transmitem o parasita Dirofilaria immitis. As pulgas também transmitem doenças e causam problemas dermatológicos, assim como os carrapatos.

A prevenção é a melhor forma de evitar esse tipo de problema. Um controle parasitário interno e externo, se faz necessário, principalmente em casos de viagens ou se o animal ficará em hotéis.

Além das doenças transmitidas, a insolação é outro problema. A exposição prolongada ao sol ou ficar em lugares fechados, como dentro do carro, pode fazer com que a temperatura do animal aumente rapidamente causando prejuízos a saúde e podendo levar a morte. Deixá-lo na sombra com água fresca a disposição é imprescindível.

As queimaduras de sol também afetam os animais, principalmente os de pele e pelagem claras. Evite sair em horários de sol muito forte e utilize sempre um protetor solar, no mercado existem protetores espícificos para animais.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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O que fazer em casos de asfixia?

Saturday, November 6th, 2010

gatoA asfixia acontece quando o ar não consegue chegar aos pulmões. Os gatos, particularmente, gostam de brincar com sacos plásticos e, se não conseguem rasgá-los com as garras, podem sufocar rapidamente. Eles também podem enroscar suas coleiras ou se enroscar em cordas de persianas até se asfixiarem, enquanto que os cachorros se atrapalham com as guias. Um animal pode se asfixiar ao ficar exposto a vapores tóxicos, como fumaça ou monóxido de carbono, ao ter um corpo estranho na garganta.

Durante a asfixia, o animal se esforça para respirar, normalmente esticando o pescoço. Ele ficará inconsciente rapidamente e deixará de respirar, e suas gengivas e língua ficarão azuis pela falta de oxigênio. Um atendimento imediato é a única coisa que pode salvar a vida do animal:

1- Leve-o para o ar fresco: o melhor tratamento para fumaça é levar o animal para o ar fresco. Ao contrário de outros tipos de asfixia, as gengivas e a língua do seu animal ficarão vermelhas.

2- Livre-o do elemento sufocante: se o animal estiver sufocando com um plástico, rasgue ou corte o material em torno do focinho dele.

3- Libere as vias aéreas: os animais frequentemente ficam com objetos presos na garganta e sufocam. Tente puxar o objeto para fora com as mãos ou com alicate.

4- Estique o pescoço: se o animal não começar a respirar espontaneamente, estique seu pescoço de modo que a garganta não fique curva, segure a língua dele e delicadamente puxe-a para fora para que libere o fundo da garganta.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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Choque elétrico em animais, o que fazer?

Monday, November 1st, 2010

tomadaO choque elétrico geralmente acontece em filhotes, porque eles mastigam qualquer coisa, incluindo fios elétricos e de telefone.

Os choques elétricos mais graves podem provocar convulsões ou parar o coração, e os danos podem ser insidiosos, porque aparecem lentamente, às vezes levando a um batimento cardíaco irregular ou a dificuldades na respiração, muitos dias após o acidente.

A maioria dos choques que acontecem em um ambiente doméstico está muito longe dessa gravidade. O animais ficarão com queimaduras nos lábios, nos cantos da boca ou na língua, então veja o que fazer:

1- Desligue a energia – a corrente elétrica geralmente provoca espasmos musculares, tornando impossível que os animais larguem o fio que estiverem mordendo.

2- Se ele estiver com convulsão cubra a cabeça dele com uma toalha escura para protegê-lo da luz e do barulho, isso poderá ajudar para que a convulsão acabe mais rápido.

3- Mantenha o animal quieto – o estresse faz com necessite de mais oxigênio e ele pode ter dificuldade para respirar.

4- Dê gelo para ele – o gelo pode aliviar a dor de queimaduras na boca, você pode colocar o gelo na água para beber.

5- Trate as queimaduras – queimaduras na boca podem levar algum tempo para cicatrizar, verifique se estão limpas e bata os alimentos no liquidificador para facilitar a alimentação.

Vet Therapy - Dra. Cynara Campanati

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Cuidados com carrapatos

Monday, October 25th, 2010

cachorro Os carrapatos afetam muito mais os cães do que os gatos porque estes tendem a retirá-los quando se limpam, a não ser que não consigam alcançá-los. Os carrapatos permanecem na pele do animal por dias, enquanto sugam seu sangue.

No corpo do animal, as partes com poucos pêlos e difícies de alcançar, como as orelhas, as axilas e entre os dedos, são os alvos preferidos dos carrapatos, mas eles podem ser encontrados em qualquer outro lugar. Na maior parte das vezes, o animal nem mesmo sentirá a picada, elas quase nunca infeccionam.

Os carrapatos carregam seus próprios minúsculos parasitas (protozoários e bactérias), que podem causar doenças muito graves em animais e seres humanos, uma vez que penetram na corrente sanguínea.

É por isso que é tão importante remover os carrapatos o quanto antes. A retirada do carrapato pode ser feita com a aplicação tópica de produto carrapaticida ou manualmente. Na retirada manual, não use os dedos para tirá-lo, use uma pinça com pontas redondas. Coloque luvas descatáveis e tome cuidado para não esmagar o corpo do carrapato quando retirá-lo, para que não haja contaminação. Agarre o corpo bem próximo à pele e às peças bucais do carrapato e puxe-o para fora, em linha reta, lenta e suavemente, isso fará com que as peças bucais se soltem mais facilmente.

Não se preocupe se a cabeça se soltar e ficar enfiada na pele, isso quase nunca acontece, mas se acontecer, não deverá causar problemas para a maioria dos animais.

Jogue o carrapato em uma vasilha com álcool, ou dentro do vaso sanitário e dê descarga.

Lave o local da picada com sabão líquido antisséptico. Aplique uma pomada antibiótica.

Vet Therapy – Dra. Cynara Campanati

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